quinta-feira, 26 de setembro de 2019

A travessia.


                                    A TRAVESSIA.

Qual estrada você atravessa atualmente na sua vida? Seus passos por ela são firmes, decididos ou vacilantes?

Nunca podemos escolher, de forma absoluta, quais caminhos a percorrer, ou seja, a vida não é feita de escolhas, como muitos supõem e, mesmo pregam.
Tudo o que fazemos é determinado por impulsos provindos dos mais profundos recônditos dos nossos âmagos, não de forma categoricamente volitiva. Observe que em certa circunstância, em determinada ocasião, - ontem, por exemplo, - aconteceu algo muito agradável em sua vida que você entendeu ter sido criado por sua vontade, mas que hoje, já em outra situação, o que foi agradável ontem, agora se tornou incomodativo e não é de sua vontade que tal coisa se repita. Será que o evento deleitoso mudou porque você escolheu errado, ou o bom e o ruim são determinados por circunstâncias que fogem ao nosso controle?
Já percebeu alguma vez que se agora você passa por certas tristes situações, fica imaginando: se antes tivesse escolhido de outro modo, ou fizesse isso ou aquilo de outra maneira tudo hoje seria diferente? Mas não, não seria. O que então acontece e as decisões passadas foram exatamente o que teria que acontecer, aceite isso ou não.
À vontade, o querer, o livre arbítrio, talvez seja algo tão difícil, mesmo impossível de se definir, como é definir o que seja a consciência e a compreensão plena de algo.
Por que vivemos e para que vivemos?
É uma questão filosófica que representa para nós, seres humanos, no estágio de compreensão em que nos situamos um enigma.
O ser humano sofre para entender o que seja sofrimento, vive a felicidade com o mesmo propósito e tudo na vida deve ser assim, enriquecer o nosso interior com experiências das mais diversas possíveis e é fundamental que elas sejam de fato compreendidas na íntegra por ele.
Se observarmos os elementos que fazem parte da natureza constatamos que todos passam por processos evolutivos incessantes e nós, humanos, somos igualmente parte integrante destes elementos.
Evolução em todos os sentidos nos garante, com boa margem de segurança, que no futuro distante teremos a compreensão de praticamente tudo.
Apenas abrangemos o que é experienciado e a compreensão somente será plena, real, quando todos, tivermos entendimentos Unos em relação a todas as experiências, o que representaria uma autenticação unânime e, mesmo que como indivíduos, seremos simplesmente um, em essência.
Imagine um grande lago e que ele represente tudo o que existe, com uma única e singular exceção; a “Suprema Inteligência”, na forma de um divino céu que paira sobre suas infinitas águas. Este lago é constituído por águas cristalinas, puríssimas, e originário de inumeráveis moléculas absolutamente iguais. Poderemos ser qual a esse lago e faltará única e exclusivamente, experienciar - e já nos encontraremos muito próximos disso, - o que seja o Divino Céu sobre nós.
Representará a suprema experiência, a suprema comunhão com Deus! Todos e tudo, uno n’Ele.
Sempre tudo foi assim, porém nada É sem ser experienciado, compreendido na mais íntima essência.
A ciranda da Vida. - Ser e não ser, Idas e voltas, lembrar e esquecer - O eteno movimento!
                                     Jaime D'Aquino.                  

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